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segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Processo Decisório



Todos nós nos deparamos, ao longo do nosso cotidiano, com o processo decisório. Desde as situação mais corriqueiras, como escolher uma marca de iogurte no supermercado, ou o melhor caminho para chegar à casa de uma amigo, até situações bem mais complexas, como a escolha dos fundos de investimentos de nossas economias, todas elas envolvem avaliar alternativas e escolher. Independentemente do objeto e do grau de criticidade da escolha, o processo é sempre o mesmo: definir o objeto da decisão, coletar informações, analisar as informações e tomar a decisão. E quanto mais forem precisas as informações coletadas, mais poderosa será a nossa análise e maior será a probabilidade de tomarmos a melhor decisão.

Vamos utilizar o exemplo da escolha do iogurte para ilustrar o processo acima descrito.

1 – Definir o objeto da decisão:

Mesmo a escolha de um item banal como iogurte requer a definição de alguns parâmetros de análise que servirão para orientar a etapa seguinte de coleta de informações. Os parâmetros básicos são aqueles que definirão o custo do produto (também chamados de métricas). No caso do iogurte, temos os seguintes parâmetros:

                - preço: em Reais (R$)

                - quantidade: em unidades

Mas além do preço e da quantidade, itens fundamentais, precisamos dar mais significado ao processo de decisão, através da análise de uma série de informações complementares àquelas já mapeadas.

                - sabor: (lista de sabores desejados)

                - tipo: (diet / normal)

                - frequência de consumo: (diária/semanal/etc)

                - tipo de embalagem (1litro / embalagem com 4 unidades de 100 ml):

                - fabricante (nome do fabricante):

                - prazo de validade: (data)

                - ponto de venda: (nome / endereço do establececimento)

2 - Coletar informações:

Baseado nas especificações do que queremos comprar (e quanto mais claro formos neste detalhamento melhor), vamos fazer uma pesquisa nos supermercados e coletar as informações mapeadas. Partindo da premissa que faremos compras mensais, pelo menos uma vez por mês precisamos buscar informações atualizadas.

             - frequência de coleta das informações: mensal

             - local de coleta: supermercados, jornais locais e internet

             - local de armazenamento: neste caso, dado a simplicidade das informações, podemos utilizar uma planilha qualquer.

É recomendado mantermos um histórico das informações passadas, para verificarmos as tendências e variações que podem ser importantes como variação do preço, disponibilidade do produto, etc.
          
               - comparação com o histórico dos últimos seis meses:

3 – Analisar as informações:

É o processo de cruzamento de todas as informações coletadas para a formação da nossa opinião. É fundamental realizar a análise todas as dimensões concomitantemente. A análise de uma dimensão isoladamente certamente trará uma visão incompleta dos fatos e levará a uma decisão equivocada. Veja o caso do iogurte: Se analisarmos apenas o menor preço, podemos escolher um produto cujo prazo de validade é curto demais para a necessidade de consumo, o que acarretará no descarte do produto. No caso de um consumo a médio prazo, optaremos por aquele com prazo de validade mais longo, mesmo com um preço maior.

4 – Tomada de decisão:

Somente após a realização das análises e comparações necessárias é que o gestor decidirá pelo caminho a ser seguido. Vale ressaltar que um dos aspectos intangíveis neste processo, mas igualmente importante, é a experiência daquele encarregado de tomar a decisão. A experiência que nos permite de enxergar aquilo que não está explicito, aquilo que os outros não conseguem ver, e utilizar esta percepção para tomar a decisão final.

O Processo Decisório nas Empresas

Imaginemos agora que, ao invés de comprarmos um iogurte, tivéssemos que comprar um milhão de produtos diversos, para serem distribuídos em locais diversos e serem consumidos em tempos diversos. Obviamente a situação fica muito mais complexa. O caso das empresas é exatamente este.

Embora o processo decisório seja exatamente o mesmo que no caso da compra do iogurte, as variáveis e quantidades envolvidas são significativamente maiores, e consequentemente o risco de tomar decisões equivocadas se multiplica. A quantidade de dados envolvida em um processo decisório empresarial pode chegar a terabites. E é exatamente aí que mora o problema. É incrível, mas a realidade mostra que muitas Empresas ainda se utilizam de sistemas baseados em planilhas para classificar e armazenar quantidades tão grandes de informações. O risco que corre-se é altíssimo, e certamente ao longo do tempo ficará evidente o dano causado por tamanha irresponsabilidade.   

Ainda bem que já existem diversos produtos especializados na definição, coleta, armazenamento, consolidação e apresentação das informações estratégicas e táticas da Empresas. É importante iniciar o quanto antes a migração dos sistemas decisórios arcaicos para plataformas modernas.

A tecnologia jamais substituirá o ser humano, e nem é este o seu propósito. Quanto mais estratégica for a decisão, mas importante é o papel do gestor, em compreender e avaliar as informações e escolher o caminho a ser seguido. Mas ele somente poderá fazer isto se for suportado por ferramentas de gestão adequadas.

Até mais,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os pilares de um projeto de BI

Os projetos de BI/EPM podem ser divididos, estruturalmente, em três pilares distintos, a saber:

- pilar conceitual
- pilar de modelagem de dados e meta-dados
- pilar de integração de dados

Neste artigo pretendo realizar uma análise sucinta das principais características de cada pilar, focando nos seguintes aspectos:

- valor agregado para o negócio
- esforço de implementação
- principais interlocutores na empresa

Pilar Conceitual

Todo projeto precisa trazer valor para o negócio, e portanto, precisa estar alinhado com o modelo de gestão da empresa e com os requisitos do usuários.
A atividade de levantamento de requisitos, indicadores de desempenho e seus atributos, é um trabalho de definição de conceitos, que por sua natureza, está muito mais próxima da área de negócios da empresa do que da área de TI, e por isso, os interlocutores típicos desta atividade são os futuros usuários das informações a serem geradas.
Por outro lado, a atividade de desenho conceitual não é uma atividade de grande esforço de implementação. É uma atividade muito mais "cerebral" do que "física", ou seja, os riscos estão muito mais em gerar um desenho conceitual desalinhado das necessidades de negócio do que "estourar" o orçamento do projeto devido ao consumo excessivo de horas.

Resumidamente, podemos classificar este pilar da seguinte forma:

Valor agregado ao negócio: alto
Esforço de implementação: baixo
Principal Interlocutor: área de negócios (usuária)

Pilar de Modelagem e Dados e Meta-dados

A modelagem de dados e meta-dados consiste na tradução dos requisitos dos usuários (conceitos) para uma linguagem técnica, que permitira a parametrização de um determinado software (tabelas, colunas, regras de negócio, rotinas de cálculo e consolidação, etc.) de BI/EPM.
Por lidar tanto com conceitos de negócio quanto com aspectos técnicos, as atividades deste pilar requerem um esforço conjunto das áreas usuárias e de TI.
Aqui o grande desafio é definir uma estrutura de dados flexível (pois o modelo de negócios das empresas está em constante evolução) e ao mesmo tempo robusta e que performe adequadamente.
Erros na definição do escopo (conceito) podem gerar um aumento considerável no esforço de implementação deste pilar. Uma outra atividade que consome esforços consideráveis é o "tunning" do modelo de dados.

Resumidamente, podemos classificar este pilar da seguinte forma:

Valor agregado ao negócio: médio
Esforço de implementação: médio
Interlocutor: meta-dados (negócios) ; dados (TI)

Pilar de Integração de Dados

De nada adianta construir um sistema de informações bem conceituado e com modelagem robusta e flexível se a qualidade dos dados for pobre.
A atividade de integração de dados, segundo o Gartner group, consome cerca de 60% a 80% dos esforços de projeto de BI/EPM. Avaliações erradas neste pilar podem levar o projeto a grandes atrasos. Problemas cadastrais, duplicidade de informações e /ou de fontes de dados, são os típicos vilões que precisam ser mapeados antecipadamente, a fim de mitigar os riscos.
Por sua natureza mais técnica, as atividades de integração geralmente ficam a cargo da área de TI, sendo a área usuária a responsável pela validação das informações após o processo de integração.

Resumidamente, podemos classificar este pilar da seguinte forma:

Valor agregado ao negócio: baixo
Esforço de implementação: alto
Interlocutor: área de TI

Até mais,

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tendências de BI/EPM para 2010

Pessoal,

a Information Management publicou, em sua edição de setembro/outubro, um artigo muito interessante sobre as tendências para o mercado de BI/EPM.

Resumidamente, os principais pontos destacados foram os seguintes:
  • Restrição do capital disponível para novos investimentos (em função da crise global);
  • Reforço da gestão dos projetos de BI/EPM (PMO) de modo a evitar riscos desnecessários e reduzir custos;
  • Melhoria do processo de planejamento (forecasting);
  • Maior foco no processo de integração de dados;
  • Utilização dos conceitos de governança de dados para garantir qualidade de dados (MDM).
Para ler o artigo completo, clique aqui.

Até mais,